Será que o MDM vai morrer?

a morte do mdm

Há uns anos atrás era até difícil falar em MDM (mobile device management) no Brasil. Afinal de contas, a realidade de uso de dispositivos móveis ainda era algo distante. Apenas as grandes corporações pensavam nisso. E antes que você pense que estamos falando de muito tempo, se voltarmos 10 anos, ainda era assim. Quer ver? Vamos fazer uma breve revisão histórica.

Em 9 de janeiro de 2007 o primeiro iPhone estava sendo apresentado ao mundo, recém nascido para transformar a forma como as pessoas utilizavam a tecnologia móvel. Isso foi viável porque naquele momento as redes de banda larga móveis já estavam com maturidade suficiente para suportar a experiência que o hardware permitia. Mas era caro, para poucos.

A partir disso, as outras fabricantes começaram uma corrida contra o tempo para viabilizar o desenvolvimento e lançamento de novos produtos, capazes de competir com o dispositivo disruptivo da Apple. E foi graças a essa briga que o fenômeno da consumerização começou a acontecer. De lá pra cá foi a venda de smartphones cresceu exponencialmente, com modelos cada vez mais sofisticados. Somente em 2016, foram vendidos 1,5 bilhões de smartphones no mundo!

Em 2009 começava a se falar sobre o conceito “mobile first“, que defendia a necessidade de as empresas pensarem primeiramente a experiência para dispositivos móveis, já que o mobile exigia um mindset diferente de um site/sistema web. Empresas como Google, Facebook, e outras gigantes começaram a adotar o conceito, até que em 2016 o Google passou a punir sites que não fossem amigáveis para dispositivos móveis.

Em paralelo a isso, surgiu a onda dos aplicativos móveis. Inicialmente focados no consumidor final, em pouco tempo as lojas de aplicativos já colecionavam milhares de opções para download, do gratuito ao pago (hoje esse número já passa de um milhão somente na Play Store). Com os dispositivos ficando cada vez melhores e a adoção de apps se tornando parte da rotina diária das pessoas, não fazia o menor sentido essa tecnologia não ser adotada por empresas. Começou a crescer a oferta de aplicativos focados nos negócios. Esses, muitas vezes, sendo utilizados em dispositivos fornecidos pela empresa. E nesse ponto voltamos ao nosso MDM, que em um intervalo de 5 anos deixou de ser artigo de luxo para se tornar parte essencial da estratégia de mobilidade de qualquer empresa (mesmo empresas com 50 dispositivos já contam com o uso de soluções de MDM atualmente).

Mas afinal, será que o MDM vai morrer?

Com essa história que acabamos de contar, você pode compreender um pouco melhor o ciclo de vida de um produto. Ele nasce de uma oportunidade identificada para atender necessidades de inovadores. Passa por um estágio de crescimento acelerado, sendo adotado por grandes maiorias. Até que chega no seu ponto de maturidade, onde a oferta já é quase comoditizada e a sequência esperada é o declínio ou substituição por novas tecnologias. Se olharmos para a linha do tempo, o MDM está em fase de maturidade. Apesar de o “controle” ser alvo de críticas, uma vez que diz-se que ele afeta negativamente a experiência do usuário, nunca as empresas tiveram tanto receio quanto a necessidade de segurança de seus dados. E arrisco dizer que, quando iniciar a etapa de declínio, caberá às soluções de MDM se reinventarem, agregando valor mais amplo. O que de certa forma já está acontecendo com a transição para EMM (enterprise mobility management). No fim das contas, ainda haverá uma vida longa para o MDM, que poderá transcender quando chegar sua hora.

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